Alexandre Kirchner Pascoini
28/08/2008
8ª Série
Redação classificada no concurso da "EPTV NA ESCOLA"
 
Diz-me se és ético e direi quem tu és
 

Ética. Poucos sabem seu significado, mas todos sabem que a devem ter. Subjetividade compõe este conceito, que por sua vez, abrange outros; ela constitui as regras próprias de cada um para reger uma conduta aceitável.

Quando a ética entra em conflito com a moral – regras promulgadas pela sociedade-, há um choque entre o que se propõe que seja correto e os paradigmas impostos pelo círculo social onde se está. Cria-se então um embate que decide, de acordo com a dissuasão oferecida, o que se fará.

Princípios que vão contra a ética pessoal de alguém são subversivos, pois acarretam certo repudio quanto ao cumprimento dos mesmos. Porém, poucos indivíduos possuem a capacidade de estabelecer uma união entre as normas pessoais corretas com suas presentes ações, fazendo com que o exercício do conceito ético seja abandonado.

Já dizia o célebre político Mario Covas: “No Brasil, quem tem ética parece anormal”. Esta citação reafirma a amedrontadora posição do desenvolvimento da ética nos cidadãos de nosso país; que começa desde cedo, influenciada pela convicção dos pais e da opinião formada pelo espaço convivente.

Os políticos que nos representam nas decisões que definem o rumo de nossa nação, ao invés de serem um exemplo forte da moral e do respeito, cometem graves insultos aos preceitos que gerem o que é adequado, tanto para a comunidade, quanto para o bem-estar próprio.

Atitudes que não ferem a consciência nem prejudicam alguém podem ser consideradas éticas. Elas visam à comodidade da sociedade sem nenhuma indisposição. Enfim, é este valor ético que define o caráter e a reputação; e que distingue o certo do errado. É o valor que agrega a glória que uma pessoa possui se ela a traz consigo.

 
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