Diariamente ficamos
sabendo de fatos violentos, distantes ou
próximos de nós, que nos emocionam e nos
deixam indignados. Provocam, também, uma
sensação de impotência que nos levam a um
questionamento sobre o que podemos fazer
para reverter esta situação, especialmente,
nós educadores. É evidente que estamos vivendo
em uma cultura de guerra e de violência.
A dimensão cultural da violência, portanto
uma criação humana, está ligada ao ato de
ensinar, aprender e educar o que possibilita
aos educadores atuarem no sentido de transformar
a cultura de violência em uma cultura de
paz .
Na época de Natal, as crianças alimentam
grandes expectativas em relação aos presentes
que receberão. As lojas estão com suas prateleiras
cheias de brinquedos e de jogos e, entre
eles, há muitos que estão ligados à realizações
de ações violentas. É necessário observarmos
o papel e a função que os brinquedos e os
jogos podem desempenhar na aprendizagem,
sendo recursos muito importantes na formação
das crianças. O desenvolvimento de relações
de amizade e de cooperação podem ser desenvolvidas
através dos mesmos.
Mas através dos brinquedos e jogos bélicos,
as crianças poderão ser iniciadas em atitudes
militaristas, com conotação violenta e agressiva.
Os referidos brinquedos e jogos podem banalizar
ações com essas características, inclusive
com o ato simbólico de matar. Os brinquedos
e jogos que possibilitam atitudes violentas,
entre as crianças, fazem parte do currículo
oculto, uma vez que escondem e deformam
as verdadeiras causas da guerra e da violência
social, bem como suas terríveis conseqüências.
Há autores que argumentam que não se deve
esconder das crianças situações de guerra
e de violência e que esses brinquedos colaboram
para canalizar a agressividade infantil,
mas é possível argumentar que eles podem,
sim, colaborar, para esconder as causas
e conseqüências das violências existentes,
conforme foi referido.
O Parlamento Europeu aprovou em 13 setembro
de 1982 uma resolução, alertando sobre os
prejuízos causados à educação das crianças
pelos brinquedos de guerra.
A publicidade realizada a favor dos brinquedos
e jogos de guerra é que estimula o desejo
de crianças possuírem tais brinquedos.
Cabe aos pais e educadores substituírem
os brinquedos que estimulam a violência
por outros que os tornem desinteressantes
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