Mensagens e Reflexões
Data: 15/06/2007
Fonte: não informado
 
Proposta para o texto

Senhores Pais

Apresentamos-lhes este belo artigo. Esperamos que vocês ao lerem e refletirem, enriqueçam ainda mais a sua vida cristã

Com carinho
Equipe de Pastoral
CIC - 2007

 
Pokemon dá epilepsia. Quem diria?!
 

Imagens de TV emitidas com altíssima pulsação estimulam o sistema nervoso do espectador a ponto de causar conseqüências negativas do ponto de vista fisiológico. No Japão, em 1997, com a transmissão do desenho “Pokemon”, centenas de crianças manifestaram uma nova doença: epilepsia sensitiva cromática.

Cérebros hiperestirmulados

O jornal “Voz do Paraná” (25/novembro/2002) publicou estudo assinado pelo Prof. FLÁVIO MÁRIO ALCÂNTARA CALASANZ, doutor pela USP e mestre em Comunicação, que tratava do novo campo da “Biomidiologia”. Trata-se do estudo das interações entre a Biologia e os meios de comunicação.

Segundo CALASANZ, foi possível estabelecer uma relação de causa e efeito entre transmissão televisiva e os sintomas patológicos apresentados por nada menos que 12.950 crianças que assistiram ao programa.

Foi no Japão, em 16 de dezembro de 1997, às 18h30. Entra no ar o desenho animado da série Pokemon, com o episódio “Computer warrior Porigon”, transmitido em cadeia por 37 emissoras. 20 minutos após o final da transmissão começaram a manifestar-se os sintomas da nova doença. No dia 19 de dezembro, uma pesquisa oficial do sistema educacional japonês registrava que 12.950 alunos tinham faltado às aulas. Seus pais alegavam problemas de saúde. Todos apresentavam sintomas semelhantes, a ponto de 728 deles terem exigido internação hospitalar. A nova “epidemia “ foi denominada “epilepsia sensitiva cromática”.

Comenta o Prof.Calasanz que os psiquiatras foram unânimes em diagnosticar nos pacientes o efeito da exposição ao tipo de sinal emitido em rede. Projetando 54 imagens no intervalo de 5 segundo ( média de 10,8 imagens por segundo!), produziam-se estímulos subliminares resultantes da vertiginosa velocidade. Trata-se da utilização de uma “pulsação” na emissão das imagens que é danosa para os receptores neurofisiológicos das crianças. Já em 1994, a Comissão Independente de Televisão que regula os comerciais na Inglaterra limitara ao máximo de três por segundo os flickers ( ou pisca-pisca). Ora , naquela emissão de dezembro de 1997, o quociente taquiscópico chegou a 10,8 por segundo excedendo tal limite em mais do triplo!

Crianças indefesas

Sempre que pais, educadores, ou mesmo técnicos em comunicação, falam na necessidade de controle da programação de TV, em especial a dirigida às crianças e adolescentes, sempre se retruca com o fantasma do moralismo e a sombra da censura. No Brasil, recentemente, o Ministério Público Federal acionou as principais redes de TV em razão da exibição de filmes inadequados para a faixa horária. Mas são casos excepcionais.

Também em relação à Internet, algumas vozes têm erguido seus gritos de alerta. Alisson Armstrong, co-autor do livro “The Child and the Machin” ( A Criança e a Máquina), comenta que uma professora de Montreal visitou as escolas primárias para perceber como a Internet estava sendo usada. “Descobriu que os alunos da quinta e sexta séries trocavam em média 15 e 25 vezes de site por hora. Descobriu também que eram incapazes de assimilar o que estavam vendo. Após observar cerca de mil estudantes, concluiu que a maioria simplesmente não estava absorvendo nada de útil. “Armstrong conclui: “Os professores têm também de se familiarizar com as novas formas de plágio que a Internet permite. Para evitar que a Internet seja algo mais do que uma diversão inútil e cara, será necessário implantar uma nova estrutura pedagógica. Pode não haver filtros na Internet – mas na sala de aula existem e chamam-se professores.”

O choque das cores

Flávio Calasanz explica que as cores são comprimentos de ondas luminosas, que podem ser medidos pela unidade física “nanômetro”. No caso da programação japonesa, é possível calcular como segue:

1- Vermelho: 610 a 760 nanômetros, ondas longas, com o tempo fisiológico de percepção = 0,02 de segundo, o suficiente para acelerar batimentos cardíacos, elevar a pressão sanguínea e provocar tensão e agressividade.

2- Branco: superposição de todos os comprimentos de onda, com sobrecarga para o nervo óptico e o córtex visual primário e secundário, saturando e cansando em curto intervalo de tempo, com ofuscamento e fadiga-estesse como conseqüência.

3- Azul: 450 a 500 nanômetros, com ondas curtas de intensidade fraca e o tempo de percepção fisiológica = 0,06 de segundo. Efeitos: equilibrar o ritmo cardíaco, reduzir a pressão sistólica, relaxar e acalmar.

Estudo publicado em 1999 nos Anais de Neurologia, o Dr. Shozo Tombimatsu, do Departamento de Neurologia Clínica da Universidade de Kiyshu, em Fukuoka, Japão, confirmou a hipótese levantada por Flávio Calasanz: os ataques foram provocados em crianças que nunca haviam tido, antes, ataques epiléticos.

Logo teremos, quem sabe, estudos sobre os efeitos dos filmes de terror, dos assassinatos em série, da pornografia e do Big Brother. Mas tarde demais, talvez...

(ACS)
 
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