| Imagens
de TV emitidas com altíssima pulsação estimulam
o sistema nervoso do espectador a ponto de causar
conseqüências negativas do ponto de vista fisiológico.
No Japão, em 1997, com a transmissão do desenho
“Pokemon”, centenas de crianças manifestaram uma
nova doença: epilepsia sensitiva cromática.
Cérebros hiperestirmulados
O jornal “Voz do Paraná” (25/novembro/2002) publicou
estudo assinado pelo Prof. FLÁVIO MÁRIO ALCÂNTARA
CALASANZ, doutor pela USP e mestre em Comunicação,
que tratava do novo campo da “Biomidiologia”.
Trata-se do estudo das interações entre a Biologia
e os meios de comunicação.
Segundo CALASANZ, foi possível estabelecer uma
relação de causa e efeito entre transmissão televisiva
e os sintomas patológicos apresentados por nada
menos que 12.950 crianças que assistiram ao programa.
Foi no Japão, em 16 de dezembro de 1997, às 18h30.
Entra no ar o desenho animado da série Pokemon,
com o episódio “Computer warrior Porigon”, transmitido
em cadeia por 37 emissoras. 20 minutos após o
final da transmissão começaram a manifestar-se
os sintomas da nova doença. No dia 19 de dezembro,
uma pesquisa oficial do sistema educacional japonês
registrava que 12.950 alunos tinham faltado às
aulas. Seus pais alegavam problemas de saúde.
Todos apresentavam sintomas semelhantes, a ponto
de 728 deles terem exigido internação hospitalar.
A nova “epidemia “ foi denominada “epilepsia sensitiva
cromática”.
Comenta o Prof.Calasanz que os psiquiatras foram
unânimes em diagnosticar nos pacientes o efeito
da exposição ao tipo de sinal emitido em rede.
Projetando 54 imagens no intervalo de 5 segundo
( média de 10,8 imagens por segundo!), produziam-se
estímulos subliminares resultantes da vertiginosa
velocidade. Trata-se da utilização de uma “pulsação”
na emissão das imagens que é danosa para os receptores
neurofisiológicos das crianças. Já em 1994, a
Comissão Independente de Televisão que regula
os comerciais na Inglaterra limitara ao máximo
de três por segundo os flickers ( ou pisca-pisca).
Ora , naquela emissão de dezembro de 1997, o quociente
taquiscópico chegou a 10,8 por segundo excedendo
tal limite em mais do triplo!
Crianças indefesas
Sempre que pais, educadores, ou mesmo técnicos
em comunicação, falam na necessidade de controle
da programação de TV, em especial a dirigida às
crianças e adolescentes, sempre se retruca com
o fantasma do moralismo e a sombra da censura.
No Brasil, recentemente, o Ministério Público
Federal acionou as principais redes de TV em razão
da exibição de filmes inadequados para a faixa
horária. Mas são casos excepcionais.
Também em relação à Internet, algumas vozes têm
erguido seus gritos de alerta. Alisson Armstrong,
co-autor do livro “The Child and the Machin” (
A Criança e a Máquina), comenta que uma professora
de Montreal visitou as escolas primárias para
perceber como a Internet estava sendo usada. “Descobriu
que os alunos da quinta e sexta séries trocavam
em média 15 e 25 vezes de site por hora. Descobriu
também que eram incapazes de assimilar o que estavam
vendo. Após observar cerca de mil estudantes,
concluiu que a maioria simplesmente não estava
absorvendo nada de útil. “Armstrong conclui: “Os
professores têm também de se familiarizar com
as novas formas de plágio que a Internet permite.
Para evitar que a Internet seja algo mais do que
uma diversão inútil e cara, será necessário implantar
uma nova estrutura pedagógica. Pode não haver
filtros na Internet – mas na sala de aula existem
e chamam-se professores.”
O choque das cores
Flávio Calasanz explica que as cores são comprimentos
de ondas luminosas, que podem ser medidos pela
unidade física “nanômetro”. No caso da programação
japonesa, é possível calcular como segue:
1- Vermelho: 610 a 760 nanômetros, ondas longas,
com o tempo fisiológico de percepção = 0,02 de
segundo, o suficiente para acelerar batimentos
cardíacos, elevar a pressão sanguínea e provocar
tensão e agressividade.
2- Branco: superposição de todos os comprimentos
de onda, com sobrecarga para o nervo óptico e
o córtex visual primário e secundário, saturando
e cansando em curto intervalo de tempo, com ofuscamento
e fadiga-estesse como conseqüência.
3- Azul: 450 a 500 nanômetros, com ondas curtas
de intensidade fraca e o tempo de percepção fisiológica
= 0,06 de segundo. Efeitos: equilibrar o ritmo
cardíaco, reduzir a pressão sistólica, relaxar
e acalmar.
Estudo publicado em 1999 nos Anais de Neurologia,
o Dr. Shozo Tombimatsu, do Departamento de Neurologia
Clínica da Universidade de Kiyshu, em Fukuoka,
Japão, confirmou a hipótese levantada por Flávio
Calasanz: os ataques foram provocados em crianças
que nunca haviam tido, antes, ataques epiléticos.
Logo teremos, quem sabe, estudos sobre os efeitos
dos filmes de terror, dos assassinatos em série,
da pornografia e do Big Brother. Mas tarde demais,
talvez...
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