| Existem
rios que não secam, nem suas águas
diminuem, porque lá, de onde fluem, há
uma fonte perene.
Existem riachos tão limpos, que mesmo
se alguém os turva, em pouco tempo se limpam;
seu leito não vem da lama.
Existem amores tristes que já nem mais
são amores. Não deu certo aquele
sim. Arrastam sua existência sem saber qual
o seu fim.
Eu, por mim, ainda creio nos amores mais serenos,
que não nascem de repente, mas que foram
cultivados, passo a passo, palmo a palmo, tranqüilos
e sem venenos, pensados, dialogados, orados e
acompanhados.
Amores sem ameaças, sem “dá
cá”, “quero o que é
meu” e que não são possessivos,
porque “nós” é mais
que “eu”.
Existem amores puros, bonitos de a gente ver.
Dá pra ver que tem ternura, paciência
e mansidão. Cede ela, cede ele, e quem
tiver que ceder, mas ninguém é derrotado,
pois não é competição.
O amor, quando é delícia, tem um
pouco de malícia, pois não é
amor ingênuo, mas tem seu lado inocente,
insistente, persistente, de apostar que vai dar
certo, se o outro estiver por perto, mesmo que
venham problemas. O amor supera os dilemas...
Existem amores santos, voltados para o infinito.
É o amor mais bonito que se possa imaginar.
Os dois se querem com fome, sonham misturar seus
nomes, seus corpos e corações. Sonham
gerar novas vidas, querem ser parte de um todo,
pois acreditam que o céu tem algo a ver
com os dois.
Alguém maior do que tudo queria os dois
numa carne, num encontro de ternura, mergulho
de sentimentos, coisa de almas maduras.
Felizes aquelas almas que ainda sonham bonito,
dentro de um sonho infinito, maior que os dois
sonhadores. Pois estes são os amores que
acabam dando certo. É que eles sonham de
perto, um vendo o outro sonhar e o sonho é
tão delicioso, que na hora de acordar querem
sonhar mais um pouco de sonhos e de esperanças.
E de bem-aventuranças, de perdão
e sacrifícios, de paciência e ternura
e do colo um do outro o casamento foi feito.
Mas, se vai a ternura e vêm as palavras
duras, as exigências terríveis e
as cobranças impossíveis –
“Você não faz nada por mim”,
“Me prove que ainda me ama”, “Não
vale a pena esta cama”, “Não
vale a pena nós dois”, “Você
não é mais aquela”, “Você
que não é aquele”, - acabou
o sentimento, acabou o casamento, o barco está
soçobrando, um dos dois está sobrando,
o amor não está queimando e nem
mesmo há fogo brando, aí a gente
se assusta, pois quando um amor se apaga, duas
estrelas se apagam, no céu da comunidade.
Por mais que se reacendam em qualquer outro lugar,
fica a lembrança do barco que não
conseguiu chegar.
Que o amor de vocês dois, que é
feito de tantos sonhos, tenha um futuro risonho,
E, se surgirem dilema, não importam os
problemas, vocês irão resolver.
Eu acho que vocês dois são riachos
cujo encontro foi perfeito. Foram limando os defeitos
e o que sobrou é bonito. Há um amor
infinito, brilhando agora nos dois. . Amor assim
vale a pena. Sejam felizes pra sempre.
Se não for pedir demais, arranjem um,
dois ou mais queridos como vocês, pois onde
houver dois ou três, Jesus vai estar no
meio. Foi pra isso que Ele veio! Pra santificar
a gente!
Parabéns, vocês se amam. De coragem
vão precisar. Mas, do jeito que se amam,
continuem a sonhar. Há Deus neste casamento,
por isso é um sacramento!
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