Mensagens e Reflexões
Data: 01/09/2006
Fonte: O Lutador – 11 a 20 de outubro - 2005
 
Proposta para o texto

Prezados Pais
Neste mês, sugerimos para vocês lerem e refletirem com seus filhos este bonito artigo chamado "Famílias de mãos dadas". Esperamos que vocês gostem.

Com carinho...
Equipe de Pastoral

 
Famílias de mãos dadas
 

Pe. Zezinho-scj

Era muito mais bonito aquele tempo em que ele punha as mãos nos ombros dela, ou publicamente andavam de mãos dadas. Alguém decretou e espalhou que o gesto está fora de moda. Que falem, mas, se não inventaram coisa melhor, que se calem! O fato é que continua bonito ver a mão dele segurando a dela, sem nenhuma outra razão além do carinho entre dois seres humanos.

Casais idosos ainda fazem isso e há casais jovens que não abrem mão desse privilégio. O gesto não tem nada de antiquado. Diz muito ao coração dela e faz bem ao homem que ele é. Mostra publicamente que há um laço a prender suavemente os dois. As mãos falam e ajudam a dizer coisas boas e más. Por elas também passam o cuidado, o carinho e a ternura. Aquelas mãos dadas são mãos de pai e mãe, ou de quem será. São mãos que cuidaram, cuidam ou cuidarão de vidas tenras e carentes.

Mãos levantam queixos, afagam cabelos, tocam olhos e testas, seguram mãozinhas inocentes, curam feridas, fazem comida, lavam corpos e roupas, constroem brinquedos, afagam bochechas, alisam cabelos brancos, plantam, colhem e beneficiam, assinam decretos, ajudam os pobres e tornam o matrimônio uma fonte de vida. Protagonizam na terra o prolongamento do raham, o colo de Deus. Nada mais justo, então, que homem e mulher caminhem de mãos dadas, porque é bom, é terno, simboliza um vínculo, e é testemunho de que alguém está amando alguém.

Em algum ponto da caminhada muitos casais perderam este delicado e belíssimo costume. Em era de tanta violência, fora e dentro do lar, de tanta indelicadeza, ingratidão, ameaças e perda de valores, há costumes que devem ser preservados e incentivados. Um deles é a ternura do casal de mãos dadas. Não faz sentido que duas pessoas que se amam, caminhem sistematicamente separados, como se estranhos fossem. Era bonito, simbolizava cuidado e laços de família e todos podiam ver. Que volte a simbolizar a unidade. Prefiro ver isso do que homens indelicados e mulheres magoadas e de rosto sombrio e enxabido, ao lado do homem que um dia foi a razão dos seus sorrisos. Pequenos gestos podem fazer a diferença. Parecem bobos e fora de moda, mas não são mais tolos e fora de moda do que um casal se espicaçando na frente dos outros e agindo como se o outro não significasse mais nada em sua vida. Pode até haver mentira naquelas mãos dadas, mas se até inimigos se dão as mãos e assinam tratados, porque não um casal que tem e teve uma história?

Que se reze o Pai Nosso de mãos dadas. Que se comece pelos casais!

 
 
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